DUELO DE PAMPAS: EDU K ENTREVISTA CHERNOBYL

Chernobyl por Dudu Carneiro
Chernobyl volta ao Rio no próximo dia 21, para participar da Dancing Cheetah, na Casa da Matriz, e chega no dia 19, com Carol, pra gente aprontar, hehe. A AGEMDA descolou um mashup do set dele pro leitor baixar aqui e ouvir no player acima, Give the DJ a salmon, com Chemical Brothers, Crookers e Dynamic duo. “Quando toco na Europa, é unanimidade. Apavorei abrindo com isso em Berlin. Que chique, não?”
Chernobyl é o responsável pela primeira fusão do funk carioca ao rock, dentro do trabalho da Comunidade Nin-Jitsu, que influenciou Edu K a criar Popozuda e estabeleceu novos rumos para o ritmo. Foi ele também quem produziu e apresentou ao Diplo os meninos do Bonde do Rolê. Fred trabalha agora no novo disco da banda, que também terá duas ou mais faixas produzidas pelo João Brasil, como me contou o Rodrigo Gorky na última Cheetah. Sem falar no Edu fase funkero e na Deise Tigrona.
Fred tem reputação internacional e já lançou disco pelos selos Chateau Disc e KSR, o mesmo de Deep Dish, Chromeo, Armand Van Helden e CSS. Já tocou no Japão, na Rússia, na Alemanha e em Portugal, dentre outros destinos, e acaba de assinar remixes para o N.A.S.A. e o Mixhell. É o cara quando se fala em novo funk. Agora, ele está com novo projeto, o Brollies & Apples, no qual dos casais compõem pela internet – ele e a mulher, Carol, e a dupla Binca e Rodrigo, do Leela.
Lembra que o Chernobyl entrevistou o Edu K aqui no blog? Pois bem, hoje publicamos a segunda parte do duelo de pampas, com a continuação da conversa de comadres funkeras. Fredi conta como aprendeu a tocar triângulo com baqueta de metal, enumera as manias na hora de aprovar suas próprias produções, entrega que Edu K trabalha por guloseimas e que o novo minimal dele faz sucesso com os alemães. Cata abaixo…

Edu K – Primeira (e mais importante): qual a importância e influência do Luisinho Louie na tua vida?
Chernobyl – O Luizinho (um velho rockeiro da antiga daqui de Porto Alegre…Ele é bem freaky, doidão, não diz mais nada com nada) me ensinou o poder das maracas, o balanço rockeiro, o preto no branco, o branco no preto. Ele também me ensinou que o triângulo tem um som mais bonito quando é tocado com uma baqueta de metal. Hahahaha!
E – Como é que tu consegue fazer as putas mixes que tu faz, usando caixinha de computador como referência? Baita mestre! Ah e, by the way, quer comprar um par de monitores Samson por 700 pilas? Hahahah!
C – Haha! Não uso caixinhas de computador como referência, uso um fone que conheço bem o som dele. Sei a medida certa que ele engana no grave e tudo que ele exagera no volume de vozes. À tarde, ligo meu notebook nas caixas do meu aparelho de som Sony, com caixas de madeira, e confiro as mixagens sem e com boost grave com minhas orelhas, na mesma altura que as caixas, a um metro de distância, depois vou até a cozinha, fazer um Nescafé, ouvindo o som de trás, como se eu estivesse em um backstage ouvindo um DJ.
O som tem que ser bom de todas as maneiras possíveis. Depois, passo o track pra cd e dou um rolê de carro, e se a mix é muito responsa, (vai sair na gringa), eu peço uns 15 minutos pra ouvir em um estúdio fodão que tem perto da minha casa. É uma maneira estranha, mas sempre acerto. Normalmente, não preciso retocar nada depois de ouvir em estúdio. O dinheiro que eu tinha guardado pra comprar teus monitores gastei todo em comida tailandesa. Se rolar uma grana extra, inesperada, eu compro.
E – Quando é que tu vai fazer um disco de Neo Baile Funk com o George Clinton e qual vai ser o carro-chefe?
C – Pois é…acho que ta mais fácil eu fazer com o Bill Clinton… Afinal, o 2 Live Crew botou um diálogo dele com a Monica Lewinski na introdução de Me So Horny. Mas, se eu fosse samplear George Clinton pra fazer baile-funk, eu não saberia nem por onde começar.
E - Quando a tua nova banda Brollies & Apples ficar rica e famosa (que isso vai rolar certo) posso ser teu roadie e viajar o mundo desafinando a tua guita? Huahauhau!
C – Claro que pode. Te pago em balas, chicletes, doces, guloseimas e Fanta d’uva.

Fredi e Edu K
E - Como que tu permite que um DJ K-fageste toque minimal na tua festa que se chama Maximize? hahauahuahu!
C – A melhor maneira de maximizar ao extremo é aceitar todo tipo de som que é bem mixado. Até o minimal entra no liquidificador sonoro da festa. Mas o teu minimal é neo-minimal tropical house in full effect, muito melhor do que aquele chato minimal dos anos 2000, o teu é pós, pós… Aquele que minha turma de amigos de Berlim adora.
É claro que o blog tem dez vips pra gig do cara na Dancing Cheetah, com João Brasil (vai ser foda esse encontro), Pedro Seiler e Chico Dub. É só deixar nome completo e acertar o nome da coletânea de funk que Chernobyl lançou, aqui no Brasil mesmo, pela Som Livre. Ainda tem dez vips dando sopa de banana para a próxima terça, dia 14, com La Rica e Marcelinho da Lua, aqui.
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Rá! moleza: Neofunk (ou Neo-Funk, enfim…)
>Neo Funk
Paula Freitas
Neo Funk.
Neo Funk
Neo Funk
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Neo Funk.
[...] Lembra a entrevista que o Fabiano Moreira, do Agemda, articulou entre o Chernobyl e o Edu K? Pois é. Agora é a vez do Edu entrevistar o Chernobyl!! (roubado do Agemda). [...]
[...] Rocha. E terça tem banana, com Chernobyl, aniversário do João e macaca Moreira de férias. Cata a entrevista do Edu K com o Fredi e alguns vips pra festa. E Hey, ho, let’s Go, Bahia, pra ouvir, no player, e baixar, [...]
Neo Funk.
Como a gente sabe quem ganhou ou não? Valeuuu
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LISTA VIP DANCING CHEETAH
# Hugo Leonardo Braga
# Paula Freitas
# Luiza Magalhães
# Gustavo Nunez
# Luciana Schleder
# Mira Barros
# Maria Luiza Vianna
# Mariah Queiroz
# Caio Costa
# Estela Rosa
Divirtam-se!