Ana Mendieta (1948 - 1985)

set 19 2008

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Ana Mendieta foi uma artista cubana-americana cuja fama se deu atravésde suas performances, esculturas “earth-body” e por seus trabalhos fotográficos e de vídeo.
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Mendieta nasceu em Havana, Cuba mas logo se mudou para os Estados Unidos ainda jovem. Aos treze, Ana e sua irmã mais velha foram exiladas de Cuba por conta da oposição de sua família ao governo revolucionário cubano. Ambas foram direcionadas aos cuidados do serviço de adoção em Iowa através da Operação Peter Pan criada pelo governo americano.
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Ela se graduou em Belas Artes pela University of Iowa em 1969 e subsequentemente fez dois mestrados, um em pintura e outro através do programa Intermedia de Hans Breder. Durante o curso de sua carreira, Mendieta criou obras em Cuba, México, Itália e nos Estados Unidos.
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A maioria dos trabalhos desta artista seguem uma linha de mensagem política feminista. Um tema comum em suas performances era a violência contra o corpo feminino. Ana buscava regularmente o choque para representar o abuso sexual. Vale ressaltar que muitas performances da artistas lidavam com quantidades significantes de sangue animal.
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Posteriormente a artista começou a focar em trabalhos nos quais ela deixa sua marca no ambiente, mais especificamente em suas obras com silhuetas. Estas obras envolvem marcar a terra, areia ou lama com a pressão do corpo da artista ou evidenciar a silhueta de Mendieta numa parede.
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Ana Mendieta faleceu no sia 8 de Setembro de 1985 em Nova York decorrente de uma queda do 34o andar de seu apartamento na Greenwich Village. Oito meses antes disto, Mendieta se casara com o escultor minimalista Carl Andre. Andre foi julgado e absolvido por sua morte; durante seu julgamento ele descreveu a morte dela como suicídio.
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Suas obras estão sob a direção da Galerie Lelong em Nova York.
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Günter Brus

set 16 2008

Filed under: Fotografia, Performance, Pintura Abstrata, Pintura Figurativa, Pintura Semi-Figurativa

Günter Brus é um grande artista europeu nascido na terceira década do século XX. Brus desempenhou um papel fundamental no grupo Wiener Aktionismus, ou Acionismo de Viena (1964-1970), através de uma brutalidade tremenda com a qual o artista usou seu próprio corpo como meio de suas performances. Como uma consequência do evento “Kunst und Revolution”, realizado na Universidade de Viena em 1968, Günter foi setenciado a seis meses de prisão e precisou se mudar para Berlim com sua família. O artista só retornou à Áustria em 1976.
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Em Berlim, Brus focou em desenhos cada vez mais narrativos, assim como no cargo de editor da “Schastrommel”, em 1969. Durante suas “fases” de pintura e desenho nas últimas décadas, a primeira sendo  iniciada em 1971 com o ivro-obra “Irrwisch”, Günter atingiu uma rica síntese dos elementos figurativos, caligráficos e textuais de suas composições, cuja iconografia e linguagem surgem de forma fantástica em suas criações deste período de reclusão na Alemanha.
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Seu desejo por tocar em novos contextos ficam evidentes em seu livro acima mencionado, no qual são expostas ilustrações para peças de arte clássica e contemporânea, trabalhos para o teatro e até para compositores contemporâneos. Vale ressaltar outro trabalho do artista, uma série chamada de “Bild-Dichtungen”, na qual o artista explora o casamento de pintura e poesia.
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Günter Brus recebeu o Grand Austrian State Prize em 1997.

Paulagabriela

set 10 2008

Filed under: Multimídia

A dupla Paulagabriela é formada por Paula Boechat, nascida em 1976 no Rio de Janeiro e Gabriela Moraes, nascida em 1975 em Porto Alegre. Paula estudou desenho e pintura pela Universidade da Califórnia em 1996, além de receber seu diploma em desenho industrial pela UNESA em 2000. Já Gabriela estudou estilismo no CETIQT/RJ.
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Espaço Entre, 2004.
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Frequentaram diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage entre 1996-2001 com: Luiz Ernesto, Viviane Matesco, Anna Bella Geiger, Iole de Freitas, Paulo Sergio Duarte, Guilherme Blatter, Nelson Leirner, Paula Gaitan e Charles Watson. Trabalham juntas desde 1998 e desenvolvem o trabalho Simbiose PaulaGabriela, que envolve performance, vídeo, fotografia, instalação, vestimenta, escultura e pintura.
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Tube Tunnel, 2003.
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Segundo Camila Perez da NY Art Magazine, o trabalho da dupla nasce da experiência urbana e da alienação, evidente através da série de fotografias “Espaço Entre”. As fotografias foram feitas com a iluminação do início da manhã ou do fim da tarde. As artistas aparecem nuas, enroladas numa mola infinita vermelha, cada uma isolada em seu próprio tubo. As imagens são carregadas de tensão, tanto erótica quanto visceral, contra a desolação da atmosfera glacial.
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Spheres, 2003.
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Jonathan Meese

set 06 2008

Filed under: Escultura Conceitual, Fotografia, Instalação, Performance, Pintura Abstrata, Pintura Figurativa, Pintura Semi-Figurativa

Jonathan Meese é um pintor de família alemã nascido no dia 23 de Janeiro de 1970 em Tóquio. Ele trabalha com pintura, escultura, performance e instalação em Berlim e Hamburgo. Seus trabalhos multimidia incluem colagem, desenhos e escritos. Ele também trabalha com teatro, projetando cenários, escrevendo e atuando em espetáculos como o “De Frau: Dr. Poundaddylein - Dr. Ezodysseusszeusuzur” em 2007 no teatro Volksbühne em Berlim.
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Meese estudou na Hochschule für bildende Künste em Hamburgo, mas abandonou os estudos e logo foi recebido pela galeria Contemporary Fine Arts de Berlim. Uma das primeiras instalações do artista se chama Ahoi de Angst e foi apresentada na Bienal de Berlim em 1998. Susanne Titz, ao escrever sobre o evento - “Estava clara que Meese tirou o pulso de sua geração e o apresentou ao público”. De acordo com Karel Schampers - “Jonathan Meese sabe contar uma história de tal forma a prender o público e a jamais levantar qualquer dúvida a respeito de sua veracidade. Suas instalações se beneficiam ,especialmente, desta qualidade.
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Ele participou de exposições como a “Spezialbilder” na Contemporary Fine Arts em Berlim, a “Grotesk!” na Schirn Kunsthalle em Frankfurt e a “Schnitt bringt Schnitte” na Ausstellungsraum Schnitt na Colônia. Exposições recentes incluem “Thanks, Wally Whyton (Revendaddy Phantomilky on Coconut Islandaddy)” no Museu de Arte Moderna de Londres e uma performance no Tate Modern, intitulada de “Noel Coward Is Back — Dr. Humpty Dumpty vs. Fra No-Finger”. Ele já expôs na galeria Daniel Templon em Paris, e no Centro Cultural Andratx em Maiorca.
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Meese possui representação da já mencionada galeria Contemporary Fine Arts em Berlin, Leo Koenig em Nova York e do Museu de Arte Moderna de Londres. Em 2007 ele participou de um trabalho colaborativo com o compositor Karlheinz Essl na instalação FRÄULEIN ATLANTIS exposta no museu Essl em Viena e Klosterneuburg.
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Noel Coward is back Dr. Humpty-Dumpty vs. Fra No-Finger
Performance
Tate Modern London, Reino Unido, Fevereiro de 2006
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Jonathan Meese também trabalhou com os pintores Jörg Immendorff, Albert Oehlen, Tim Berresheim, Daniel Richter e Tal R.
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Cai Guo-Qiang

ago 29 2008

Filed under: Instalação

Cai Guo-Qiang nasceu em 1957, na cidade de Quanzhou City, na província de Fujian, China. Sua formação é a de cenógrafo pela Shanghai Drama Institute entre os anos 1981 e 1985. O trabalho do artista carrega uma carga política. Cai começou a trabalhar com pólvora para inspirar espontaneidade e confrontar a tradição artística opressora e controladora, além do clima social da China.
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Enquanto morou no Japão entre os anos 1986 e 1995, o artista explorou as propriedades da pólvora em seus desenhos, e esta examinação levou a experimentações com explosivos em larga escala. A partir daí, Cai Guo-Qiang desenvolveu seus eventos com explosivos, hoje tão característicos ao artista, que incorporam uma exibição coreografada de fogos de artifício e pirotecnias
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Guo-Qiang se utiliza de uma variedade de símbolos, narrativas, tradições e materiais como o fengshui, medicina chinesa, dragões, montanhas-russas, computadores, máquinas de venda, animais selvagens, retratos, cidadões chineses “non-Han” e suas culturas, fogos de artifício e pólvora. Muitas de suas obras vêm de um fundo Maoísta/Socialista, especialmente os desenhos com pólvora que refletem o mote de Mao Zedong “nada destrua, nada crie”.
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Ele foi selecionado para ser o finalista do Prêmio Hugo Boss de 1996, ganhou o Prêmio Golden Lion da 48a Bienal Internacional de Veneza e também o prêmio CalArts/Alpert de 2001 na categoria Arte. Em 2008, ele apresentou uma retrospectiva em larga escala do meio de carreira no Museu Guggenheim em Nova York, marcado para viajar ao Museu de Arte Nacional da China em Pequim e ao Museu Guggenheim em Bilbao. A apresentação de fogos de artifício da abertura das Olimpíadas de Pequim de 2008 foi organizada pelo artista, evento este que deu ainda maior projeção ao artista.
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Cai Guo-Qiang é um dos artistas chineses mais famosos e influentes da arte contemporânea, já tendo representado seu país na Bienal de Veneza em 1999 com seu projeto Venice’s Rent Collection Courtyard, uma performance na qual ele contratou artesões para recriar uma famosa escultura realista de propaganda política Socialista. Cai voltou a Veneza em 2005 para fazer a curadoria do pavilhão da China.
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Seu trabalho já atraiu muita controvérsia. A peça Venice’s Rent Collection Courtyard levantou comentários por parte dos chineses autores da peça realista socialista por “destruir a propriedade espiritual da obra”. Diferente do artista Ai Weiwei, que se recusou a terminar sua participação no projeto do estádio olímpico de Pequim para protestar contra as condições políticas da China, Cai Guo-Qiang nada declarou a respeito e realizou a etapa da abertura que havia projetado sem problemas.
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